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A Thousand Words from Ted Chung on Vimeo.
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também
sobre o homem que dorme na ponte parada
todas as línguas se
reduzem a nada e porém volta e volta o homem
a boca-de-peixe-aberta instalada
sobre a face que dorme e se escava
a olhar nos olhos de vidro pessoas-janela
[ esqueletos em carros que afasta lá-dentro esfumados
] estação-fronteiriça sem porta de entrada
ecoa no fundo um silvo agudado
[ ai, sobre o pequeno homem-da-barca cristalizado
atravessa-os-dias o ouro tumular do rio-nada
caem domingos gelados patos bravos estranhos
levitando passagens
sobre o homem morto-quase-morto-embora
as margens nos bolsos respirem caladas
o menino que vive desde sempre acordado
pergunta dos outros e assim se aflui ao escuro do côa
[ a restos-nunca-tecidos gravuras-paleolizadas
ofertando a quem passa mais nu o desejo primeiro
do seu brilho ártico
o mais duro ocre atado a venenos vários
] fios-de-ovos sanguessugas arroz-acre e
rabanadas
.
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este homem gosta de mulheres-rosa! - diz anabela,
clandestina-de-si
ali-parada.
ele diz repetidamente meio a sorrir
[ só a brincar!! - repete, só a brincar
que é muito feia
,e é bem possível que tenha razão,
embora
ignore-porque-repete,
[ anabela é uma pedra-parada
a ganhar raízes escuras - contornos claros,
sendo também a mulher que bate contra as portas.
suspendendo por vezes [ a si ] na ilusão de janelas
,a bernardo, nunca disse se o achava feio ou belo
ouve os comboios que se atrasam - enferrujados,
aterrados em desterros e túneis inominados,
atravessa prateleiras a encurtar
marchas
electrocuta-se vaga no fogão desligado,
passa os olhos em yann andréa - porquê?
,música
a prescrutar tão-depressa
,na-da e
o mais intransportável: ei-la: a palavra
que se lhe fecha em rosa e borboleta,
da borboleta voando ao nó da tarde
donde estrangula enxota e pica e arde,
fazendo-se feia sem nenhum esforço
] e porém sem sarcasmo [
pra lhe fazer a vontade
deixando-o livre quanto creia na ilusão da procura
exaustiva e-terna e
tatuada
de toda a beleza im]possível - normal e codificada,,,

não sei que responda à casa
que se multiplica
extradita dilata
[ eu quero e porém não sei ainda
que responda
ao sagrado horror da casa
que se espalha do rosto
fogo imóvel no estendal
do rosto à orelha fechada
nariz algemado a peixe de barro
] que se move a pulso
incandescendo bocas cor de incenso
[ da mão ao osso do osso ao mais-por-dentro
e de novo trama casa escama instala
cava curva-veia cava
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saisnã - repes ]]
[ tendo em conta:
a preocupação generalizada com os crocodilos
os sérios problemas da bicharada doméstica
relatados ao vivo pelo meu amigo legível
as ideias culinárias da minha amiga arábica
bem capaz de se pôr a caminho do animal,
[ com a fatal- as we know, vinha d´alhos!!!
o daltonismo-mirambolante do meu amigo ruela,
[ coisa bem rara nele,
e outras coisas igualmente perigosas e bizarras
que por aí li
vou agora no tapete ondulante deste deserto
[ vague-vague, va la nave,
nas miragens sem pontos cardeais
nos ventos que cruxificam e aliviam
lua vermelha ][ vermelha-lua
e sim, que sejam e ouçam devagar
de va ga ri nho, ainda,
<

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e voar-voar-infinitamente a cada travessia
até serenamente tudo-não-ser: tudo-perder-tudo-renascer do dia
in ~pi


[ poema de ricardo rech
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