A Dedication to My Wife. T. S. Eliot




To whom I owe the leaping delight
That quickens my senses in our wakingtime
And the rhythm that governs the repose of our sleepingtime,
The breathing in unison

Of lovers whose bodies smell of each other
Who thinks the same thoughts without need of speech
And babble the same speech without need of meaning.
No peevish winter wind shall chill

No sullen tropic sun shall wither
The roses in the rose-garden which is ours and ours only
But this dedication is for others to read:
These are private words addressed to you in public.





A quem devo a saltitante delícia
Que aviva meus sentidos na hora de acordarmos
E o ritmo que governa o repouso quando dormimos,
A respiração em uníssono

De amantes cujos corpos mutuamente se farejam
Que pensam os mesmos pensamentos sem palavras
E balbuciam a mesma linguagem sem significado.
Nenhum vento irritado de inverno haverá de esfriar

Nenhum carrancudo sol tropical fará murchar
As rosas no roseiral que é nosso e apenas nosso
Mas esta dedicatória é para que outros a leiam:
Estas palavras íntimas dirigidas a ti em público.








foto de Nuno Belo

Um comentário:

Anônimo disse...

fresquinho. e lindo!

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