pai

























sempre a ver se te recuperava


mais agora assim nos dias lentos

acercares os olhos grávidos de riso




seguravas o baloiço por instantes

a latada num leve estremecer

o corpo súbito e breve

quase nada contra o vento






foto: MaraT

9 comentários:

JRL disse...

Gostei muito ~pi, e fiquei com os olhos grávidos de sorrisos e com o corpo súbito e breve, quase nada... beijo

hfm disse...

Quando o silêncio é a única forma de homenagearmos as palavras.

Gi disse...

Tive-o sem nunca o ter tido. Só o senti no dia em que morreu e me pediu desculpa. E contudo, eu amava-o.

Licínia Quitério disse...

Esse "quase nada contra o vento"
que segurou as nossas infâncias.
Tão bem escrito.

Beijo.

Anônimo disse...

sonhar ainda um pai
capaz de voar...

Ruela disse...

as redes do tempo
emaranham o silêncio
tacteando o caminho

Dalaila disse...

e com o riso contra o vento, se recupera... e se baloiça...

Rui disse...

Um baloiço num limoeiro. As coisas de que é capaz. Boas, também.

nana disse...

au.














....















@-,-'-

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