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monólogo da mulher à eminência do penhasco






como diria e e cummings

pode ser uma boa escolha

morrer de amor

[ essa patetice natural



esquina rotunda de chá

rio esganado a ladrar

vento veneno sulento


sincopada aguda tarde









.foto: Michael Kaub

32 comentários:

Frioleiras disse...

acho que
preferia
que morressem de amor por mim
do que
eu morrer de amor por alguém


hoje,
dia dos namorados,

acho isso, profundamente!

Anônimo disse...

porque não chá e bolos, tarde rotunda...

PHYLOS disse...

Olá, foi uma sugestão para a continuação da "Viagem de Pauloa a Damasco"? Ou só comentário mesmo?
Abç,

bettips disse...

Mais assim do que (des)amor!
Bjs

* hemisfério norte disse...

ahahaha, sinto-me honrada q lhe tenha servido de inspiração.

maravilhoso morrer de amor eeheheheheeh, eu estou sempre a morrer de amor. :)
bjs ...e tenho chá com leite e scones...quem quiser.....
a.

ana disse...

sentir os cortes
esganar-se
sincopada aguda tarde

Dalaila disse...

o morrer de amor, pode ser por dentro... tornarmo-nos pessoas diferentes....

/t. disse...

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         ·· × • ×
 ··· ···   × • ×       <3
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/t.

anatema disse...

Me apunto ahora mismo a morir de amor.

Besos en este día tan frustante para tantos....

tufa tau disse...

para norrer que seja por amor
de desespero se perca a razão
entregar no coração em mão
a quem merecer ver-lhe a cor

mas se é tamanha a dor dentro do peito
cuidado ao escolher a morte doce amante
tudo pesa na dor naquele instante
viveremos o fim do amor perfeito

Ana disse...

uma
boa
escolha

concordo

elena disse...

fugir da sincopada aguda tarde...?

Vi Leardi disse...

De Vinicius...
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você...

com muito chá e biscoito {;-}}

JRL disse...

essa patetice... ~pi :), natural, pois claro! um beijinho, poeta linda.

K disse...

Maldita patetice...se matasse masmo e não moesse...

Ad astra disse...

...morte lenta

dor em vão
que já nem rói
o coração
-ao menos dói

... morte lenta

nana disse...

que de tuas lágrimas
nasçam as ervas
a que te agarrarás
quando
se
o vento soprar






..














e um abraço.

x

mixtu disse...

viver por amor

morte... nopse...

vivir... em busca dele...

abrazo serrano

legivel disse...

... porque hoje é sexta, a noite espera-me. Quem sabe se, ao regressar junto com os alvores de um novo dia, já não terei resposta para esse assunto: que alguém morra de amor por mim, que eu morra de amor por alguém ou que morramos os dois para nenhum se ficar a rir do outro. É o que costumo dizer: isto está bom é para as funerárias...

legivel disse...

... ah! só mais um esclarecimento: não podia deixar passar este post em claro, danado como sou para os temas mortíferos...

maria m. disse...

poema pleno de rumores. ela não resistirá a um bom diálogo.

andorinha disse...

Como morrer de amor, se o amor é vida?

Andreia Ferreira disse...

Morrer de amor... Pode ser já amanhã?! :)

Gi disse...

Se faz sofrer e morrer é amor? Parece mais doença. Muito Romeu, muito Julieta...muito teatral.
Prefiro viver por amor

"Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!"

Florbela Espanca :)


Beijinhos


Tens um desafio no meu canto sobre música. Finalmente hoje, acho que vou conseguir pôr as visitas em dia

PHYLOS disse...

Nada melhor que um amor que nos mata de amor.
So grandes poetas costumam morrer cedo.
Abraço cordial

Maria Laura disse...

Morre-se de amor muitas vezes. Essa é uma morte da qual normalmente se renasce. Ou não.

Ruela disse...

morrer feliz!

legivel disse...

... essa tal de Florbela cá para mim nunca soube muito bem o que queria ou... era uma insatisfeita das antigas. E depois sempre a chorar baba e ranho... que coisa!

Aproveitando o comment da gi.

Ana Guedes disse...

morrer de amor é a única hipótese de não morrer definitivamente. morrer e ressuscitar dessa vida em branco, tiginda de preto. morrer de amor, pode ser voltar a nascer. às vezes..

Anônimo disse...

ANTERO DE QUENTAL



MORS-AMOR



Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
De noite nas fantásticas estradas,


Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?


Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,


Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: «Eu sou a Morte!»
Responde o cavaleiro: «Eu sou o Amor!»



(in «Antero de Quental»,
prefácio e antologia de
A. M. B. Machado Pires,
DRAC-Açores, 1987)

JMPR disse...

Parabéns pelo blog que acabo de começar a descobrir.
Sobre os que me precedem:
- Eu voto na Gi. :)
(que não conheço, mas que se associa ao poema da Florbela Espanca)
A importância da qualidade do sentir, independentemente da forma de o fazer, recolhe-se na essência do ser em si próprio, mas nunca se materializa afastada do meio e dos outros que o compôem.

~pi disse...

não sei se ainda se materializa alguma vez...

... sim!?

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