~







como todos os dias

obedeci à dose diária de proteínas


aos sete silêncios


à oração solta


que amolece a dor




(
persigno
alegoria leve
flor



) bebo corola de umbigo


deito-a verde lençol e


peço-lhe que rime


( como num poema antigo



uma vez - por uma vez



com a palavra amor







[ fot luís silva

28 comentários:

andorinha disse...

Rima perfeita. Corola.

observatory disse...

bela combinaçao

legivel disse...

rimar p´ruma vez
é pedir muito pouco
rimar muitas talvez
até ficar rouco

rimar noite adentro
e pela madrugada
rimar é sustento
não se come mais nada

alegria a rimar
também pode ser dor
rimar é ousar
amar com amor.



Por hoje chega de rimas, que fiquei esfalfado.

anitta disse...

amor...

a veces es dificil de encontrarle la rima
verdad?

besos
;)

Justine disse...

São uma lição de estética, os teus posts!
Este, particularmente, empolgou-me. Pela cor, talvez. Pelo poema, telúrico, como um murmúrio profano.

Dalaila disse...

eu estive ausente uns dias, mas cheguei aqui e encontrei-me completamente, está fabuloso este texto, e até a mim cresceram ramos nas veias que estavam secas.

um Ar de disse...

Primeiro
tens uma árvore
para ~ti...
Segundo
conseguiste
os "tons"
das palavras
Terceiro
nem só desta vez
mas sempre
parece "amor"
assim...
...
[Beijo]

LM disse...

pois sim que é dificil fazer algo original com a palavra amor... beijos

Eyes wide open disse...

Este teu cantinho eu não conhecia... lindo mesmo.


*

f@ disse...

A árvore dos desejos ... mtas vezes mtas vozes... sonho de flo(r)ir ...
assim como aqui a tua árvore das palavras e deste (cená)rio pleno...

Beijinhos das nuvens

~pi disse...

- quando se põem esta trilogia - dor flor amor

num só poema... a cor de laranja,
é o fimmmmmmmmm!!

- o fim de quê?, perguntou.

- pois de nada, de nada, respondeu,
meia

meio vaga.



~

Post-It disse...

Namorar em verso! :))

João Videira Santos disse...

Alguma desta construção poética chega a "tocar" o surrealismo.


...E, francamente, gostei.

sinhã, a. disse...

:-) e da árvore saiu uma ~pitanguinha. :-)

0.04 disse...

que cor absolutamente
Linda.
bebeu-me de um trago.

mariam disse...

mais uma escultura de palavras, forjado um poema cheio de amor, flor e alguma dor... gostei.

(Pi, estou é uma "pitosga" e foi um sarilho p'ra decifrar as últimas! mas consegui!)

no fim-de-semana voltarei com mais tempo, tenho tido uns dias CHEIOS de trabalho e à noite, estou demasiado cansada para vir aqui... sorry!

bom resto de semana
um sorriso :)
mariam

elena disse...

como num poema novo

mitro disse...

Modern-a-idade

Tinta Azul disse...

que palavra não rima com amor?
:)

margarida já muito desfolhada disse...

diferente e lindo.

maria m. disse...

um ritual, uma prece, um pedido...

Ad astra disse...

que toca
que doi
profunda(mente)

beijinho com saudades

Ad astra disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
mundo azul disse...

Um belo poema que coloca o inconsciente na superfície...Gostei!
Sofri um pouco com o tamanho das letras...


Beijos de luz e um dia feliz!!!

Véu de Maya disse...

O poema encanta-me e a imagem tem luz do teu poema...cheira tudo a ar puro...é etão bom subir serra e fazer um bom piquenique...

xi-especial

Oliver Pickwick disse...

Pode rimar a vontade, querida PI, não é um privilégio apenas dos poemas antigos. A sua criatividade permite até que rime "amor" com "dor", sem perder um centésimo de modernidade.
Continuo fã do seu trabalho, dos seus pés de bailarina e, é claro, quando escreve ai e ui. ;)
Um beijo!

Alessandra disse...

ah, eu queria rimar com esse seu poema, sem medo, cheia de girassol!

belinha disse...

Que paciência para colorir cada letra!

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