~



ainda sobre a inclinação das tardes









do conto da chuva


se alentem por dentro


cortes nus de sino



ponte de passar


balanças na tarde




que estala


e se ecoa e se engasga


[ explicar ao corvo



engaiolado



a pendular necrólise dos ossos



o avesso do azul nas finas asas








foto Sven (Leipzig) Winter



18 comentários:

O Lápis disse...

No avesso do azul.

Simples e tão belo!

~pi disse...

explicar-se ao corvo: take 1

margarida já muito desfolhada disse...

pobre corvo engaiolado. é triste...

Dalaila disse...

no avesso do horizonte onde as correntes nos cfazem pedalar, e não parar

O Profeta disse...

O sublime da elegância...


Beijo

Spectrum disse...

..a mim é-me devolvido o eco..
bjs

ana disse...

azul do avesso, escuro, quase negro.

Ad astra disse...

balança a tarde...
no balançar dos dias...

no eco...

Maria Laura disse...

No conto da chuva, por dentro os cortes, por fora o avesso do azul. Cinza, cinza.

Ruela disse...

eCos...

Ana Maria Costa disse...

há uma tristeza cinza...nas finas asas...

Beijos!

Ana disse...

Na inclinação da melancolia.

elena disse...

tão instinticva e tão assustada ave

rosasiventos disse...

(esmagar laranjas diluir horas persignar prelúdios atrasar o texto)


para sempre sempre apesar

cada instante

Anônimo disse...

sou eu mesmo, ao avesso do azul.

elena disse...

abrir portas e asas e

libertar

Ana disse...

Está muito belo.

Palavras difíceis de comentar... e quase me engasgo como "as balanças na tarde" para depois me enrolar em mim mesma, pensando no "avesso do azul nas finas asas" do corvo...


Beijo

Sombr|A|rredia disse...

obrigada pela tua passagem no meu Sopro.

Gostei do teu blog :)
Minimalista q.b. e contudo belo
:)

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