~




vila dos sinos







regaço: em ti adormeço romãs e amoras:

embalo vindimas

mulheres de carvão

fonte de água rosas:


gansos
sibilinos


arredondam olhos:


tua me persigno

socalco a socalco:


afloro-te a flora



~

33 comentários:

~pi disse...

hoje sou esta

criança

a olhar o

planalto mirandês: a aldeia

de vila dos sinos

terra da minha avó materna.

aldeia

agonizando gente:

vila dos sinos

na fronteira

tão meu eu pressente

tão eu presente:

cada vez mais

ausente dos

mapas:

lugar em puríssima flutuação

rumo à ausência:

lugar

onde

dez espantados seres

afilam os olhos

de espanto e irreconhecimento

à chegada de outro qualquer ser

humano.

trevas sobre luz trevas sobre

trevas

assim:

puro

lugar

INexistente

que amo e sou:

que



~

legivel disse...

... talvez um dos poemas campestres que mais me tocou. Não apenas pela variedade frutal do regaço, das mulheres de carvão que se banham na odorífica água de rosas, do sibilar dos gansos que deixam os olhos em bico à nossa heroína, que se benze a cada passo, mas também pelo seu audacioso gesto de aflorar a sua flora ao seu amado.

~pi disse...

le gí vel :)

be welcome to

vila dos sinos!!

luis lourenço disse...

Conheço essa aldeia remota do nordeste transmontano.
A imagem é típica e o poema tem um final muito sonoro.
o jogo de cores não facilita a leitura, sobretudo no 2º verso.

beijinho

Frioleiras disse...

lindo, muito lindo.......

gostei imenso...

mdsol disse...

Vindimo as rosas nos olhos dos socalcos...
Sempre um prazer vir aqui:)

herético disse...

como gansos sibilinos?

vejo cisnes em teu poema. como o canto. ou flora. desflorada...

(e uma emoçãozita na garganta...)

ana disse...

tua me persigno

JRL disse...

tu embalas, embalas-me... boa semana, querida ~pi.

RAÚL disse...

categorías > fotos :)

sinhã, a. disse...

Cheirinho bom. :-)

ana disse...

l´albero degli zoccoli:)

alexandrecastro disse...

adorei a sua escrita.
fiquei a pensar...!
beijinho

Paula disse...

Escrita que provoca os sentidos!!!

Parabéns pelo blog.

Abraço

Justine disse...

Foto de pedra e luz, palavras de luz e cor. Tudo junto, uma homenagem à beleza :))

anatema disse...

Las raíces nos atan, nos arrastran una y otra vez al lugar primero, a aquél que nos cedió amorosamene su lecho, su aroma, su luz.

Todos deberíamos tener siempre presente nuestras raíces, nuestra primera tierra.
Besos.

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Que lindo! Só não entendi direito o seu nome. Mas quero que me retribua a visita. Acho que vc vai gostar, pois pelo seu perfil, temos coisas em comum.
wwwrenatacordeiro.blogspot.com/
não há ponto depois de www
Um abraço,
Renata

anitta disse...

vila dos sinos

me gusta para
una temporadita



besos

Alessandra disse...

o encanto do poema na canção!

Rui disse...

Vive a fauna de vila dos sinos ao ritmo do badalo.

josé louro disse...

Há um comment acima que fala da questão da legibilidade. Apoio. Os versos...que dizer mais?

Spectrum disse...

idilico lugar esse onde as mulher afloram a [sua] flora no regaço.
beijo

Ad astra disse...

repousar, no entanto

nos socalcos!




beijo

ivone disse...

apenas sublime

na simplicidade da escrita
na metáfora descodificada que dá que pensar

Ruela disse...

dlim dlão ;)

Ana Maria Costa disse...

Há rosas...som de sinos...canção repleta de paz...


Beijos!

andorinha disse...

Sinos que fizeram soar as palavras que és.

* hemisfério norte disse...

so
calco
..r
...vão
.em

bjs
a.

BANDEIRAS disse...

Linda poesia...
Bjs e obrigada pela visita
A casa é sua , volte sempre.

maria m. disse...

os sinos
embalam
as vindimas
as mulheres
a solidão
os olhos teus

manhã disse...

pode ser. se não te importares. flora. claro.
tens um desafio no blog.bjo

MADRUGADA... disse...

suplicante flora
aflorando o negrume
da madrugada

aflorando a manhã
alegre de uma prima-
vera à tarde

avistando uma noite
de Verão.

nana disse...

tenho também uma terra assim, que me é família e vida e tanto e mais




..



lindíssimo, pi.




beijo.

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