( sou-me aqui este equinócio ~









des-aparecemos aqui

imprimindo nós na paisagem
licor-fios-de-água ) hortelãs e bagas
nada aqui se esquece
nada aqui se apaga

( a sépia filmados
casas e quintais
o primeiro nome
nas fragas gravados


organica-mente
da morfologia
de cabras e
pedras
chovemos acasos (

) aqui as pessoas ardem-ardem-palha


tornam-se verdade
( matinais aprendem
o gesto-de-entrar

e não morrem nunca

lentas descamisam o milho das tardes
) rios que perguntam
revirando o leito
lívidas de vozes deitam-se a voar

ciciando-tudo-ciciando

nada



~

52 comentários:

Concha disse...

hay una necesidad de pasar a la posteridad.

el hombre es tan insignificante en vida que necesita ser algo pasando a la otra.

~pi disse...

sobre esse sentido de fusão
do homem com ´aqui`,
(da dor e do amor dos ciclos
da permanência e da unificação

aqui, aqui no planalto
as casas não perdem a referência do seu habitante original
- mesmo que fisicamente já não passeie entre os vivos.

são chamadas até pelo seu nome, nome que permanece como a originalidade iniciática dum sentido a conservar, um sentido que justificou a construção primeira desse lugar habitado,

[ folhas e flores que
vos
caiam sobre a cabeça
enfeitando as horas!
aves que vos embalem
o sono
e o respirar! :)




~

Justine disse...

O teu texto: fulguração de palavras e sentidos, em embriaguês sóbria de equinócios.
Que bem o sabes celebrar!
Abraço

Chousa da Alcandra disse...

Semellanzas na lonxanía. Aquí tamén as casas tenhen o nome de quen as mandou facer. E perdura o nome máis alá da persoa. Incluso adquirido polos descendentes a xeito de herdanza libre de impostos...

Beijos dende este equinocio

Fernando Zanforlin disse...

...pela paisagem, paz, que passa?
Esqueço quem me afaga, desaparece?
Sem ar não há fogo, verdade?
Morrendo, renasço.
ßjs∞

/t. disse...

color
  +
    composition

        contrasted text
          &
            connected magenta

                a small warm light in darkness

                    ~pi <3

/t.

Su disse...

aqui----------
ar.do
..r


jocas maradas..sempre

Jorge Vieira Cardoso disse...

Dia Mundial Da Poesia

“Dúvidas de Fronteira”

Quem sou aqui neste palco onde se debatem palavras?
Quem sou nesta cidade onde a temperatura oscila vocabulários de rosas?
Quem sou eu nesta primavera contrafeita de vontades eufóricas?
Serei o poeta que nas dunas silencia o sol à espera da lua?!
Ou serei tão-somente o enxame de mil abelhas domesticando as frases?!

beijo terno...

Anônimo disse...

antepasso

ciciado



L

mariab disse...

aqui ardemos nas palavras. aqui celebramos em fogo o equinócio.
beijos

lupussignatus disse...

*aqui*


quis

a palavra

ser húmus



[de outra

lavra


para outras

colheitas]


*d'aqui*

jugioli disse...

~pi
nas linhas da primavera
~~~~~
sempre ondas e ondas de ar


lindo
lindo
lindo
onde me perco


bjs.

mariam disse...

~Pi,

que BELO!

neste fim-de-dia da POESIA
deixo outro raminho de frésias frescas e o meu sorriso :)
mariam

Vieira Calado disse...

Surreal ou não, gostei deste seu poema.

Cumprimentos meus.

NuNú disse...

Lá, lá, lá,
lá gostava eu de morar
com tudo tornado verdade
descamisando o milho das tardes...

vida de vidro disse...

Aqui celebro a primavera esperada, ardendo nas tuas palavras. Ciciando o espanto. **

f@ disse...

Rumor subtil de céu nocturno de Verão vigor da poesia que tem o cheiro fresco de quando começam a abrir as estrelas…
Arde tarde a
S u a v i d a d e
de olh a r a luz madura espelhada nas águas do ®io…

Beijinhos

Arabica disse...

Fio a morfologia das


cabras e das pedras.


Ocasionalmente em vôo.



Beijo ~Pi :)

Ruela disse...

lindo!

Oliver Pickwick disse...

Adoro poesias que ciciam. São doces sons em forma de versos que sensibilizam os meus ouvidos. Além do mais, gosto da proximidade, sem a qual não seria possível a circunstância do ciciar.
Um beijo!

RAÚL disse...

personas que no mueren.
personas-verdad.
color malva, nunca malvado.
ILIKEIT!

maria m. disse...

entremos e imprimamos verdades na paisagem. aqui.

um beijo.

dona tela disse...

Este equinócio é a Primavera, não é?

Muito bom dia.

um Ar de disse...

Onde fica esse
... aqui?...
E como me parece distante!
Impossível, quase [...]
se o encontrasse
nem o saberia
[sentir]
[dizer]
.
.
[Beijo...@]

disse...

Com é fácil por aqui nos perdermos e desejar ficar....Lindo como tu!
beij0

anitta disse...

floreciendo personalidad

bellisimo

besos

Suso Lista disse...

Nada aquíse esquece...Belo.

entre dentes disse...

Tudo ser verdade

e verde de fé.

vaandando disse...

DAQUI È TUDO TÂO BELO, de B de bailarina de paisagens!
beijo

__________ JRMARTO

mdsol disse...

A sempre nova e bonita e muito própria forma de te expressares. E de que eu gosto tanto.
:)))

JotaSP disse...

________________nada aqui se esquece
nada aqui se apaga_______________



tudo se deixa voar__________________


lindo!!!

Dois Rios disse...

Palavras tão tuas.

Pensamentos tão teus.

Aqui se imprime as tuas digitais.

Aqui as palavras ardem-ardem.

Gosto disso!

Beijo,
Inês

hfm disse...

Que bom é regressar e encontrar estas tuas palavras. Um beijo.

* hemisfério norte disse...

im primo-te
na minha mente

e lá
rodopiam
chamas
teu poema

bj
a.

heretico disse...

re)conheço essas fragas. e o fogo no interior da pedra.

... fogo que tu arrebatas em poema sublime.

beijo

legivel disse...

hino
à terra, às pessoas e aos bichos
que a habitam

não
não foi impressão minha (juro!)
o cheiro das férias grandes
enquanto menino
está aqui
impresso.


Beijos.

Marinha de Allegue disse...

Eres unha verdadeira artista da palabra...

Beijinhossssssss Pi.
:)

Véu de Maya disse...

priminha minha!

Mas que maravilha de escrito...o ar puro e a força das rochas...e o encanto de tudo isso.

beijinho

Baudolino disse...

Gostei do texto, excelente.
abraço

observatory disse...

"aqui as pessoas ardem-ardem-palha "


gostei.


haja palha :)

observatory disse...

ps: quase me apeteceu escrever outra coisa


estar aí ou estar aqui.


falavas-me outro dia de aldeias abandonadas...

ja te ocorreu falar de cidades abandonadas..


sabes para onde foi a "parolada"? para o norte shoping para o gaia shoping... arrabida shoping. tao lá todos.
nunca me aparolei:)

tu sabes que nao.

Rui disse...

não deviam ser, na primavera, os filmes em câmera lenta

LM disse...

o primeiro nome nas fragas gravado... tudo está no começo...
beijao de chorimas

andorinha disse...

Aqui onde o equinócio é diário, nascente de poesia.

Afranio do Amaral disse...

Tornarse verdade deve ser nao ser pessoa e ser o que es no aqui.
Messmo des-aparecer.

Abraço

Ana disse...

Nada aqui se esquece. Vozes que voam ciciando poesia.

secreto segredo disse...

Gosto imenso de tua escrita. Diferente. Instigante.

secreto

ContorNUS disse...

Lindíssimo sentir

Laura disse...

E eu voo, menina, descalça, sentindo, tocando a terra de Primavera e dançando ao som das tuas palavras.

Dalaila disse...

fusão no tempo e nas cores, fusão com mundo que nascemos, terra? nós parte dela

Ad astra disse...

entre

ser...

e

enternecer

Vieira Calado disse...

Coisas giras e variadas,

por aqui.

Cumprimentos meus

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