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abro o ombro à facada


palavra que morre


do chão das palavras

da sede do cais



por nenhum apelo



ser mais denso que este



[ nunca e nunca



mais







foto Carl Rymenams

25 comentários:

Spectrum disse...

"Nunca mais" é definitivo. Algures brilha a estrela da esperança. (Porque não quero sair quando te leio?)
Beijo

ana disse...

ponte de ar,

até chegar

Dalaila disse...

e das cinzas a palavra moldou-se onde caí

jrl disse...

que o teu apelo alcance as mãos que vão segurar as tuas palavras. um beijinho.

Anônimo disse...

todo o apelo é belo, nenhum é torpe!

alexandrecastro disse...

olá minha amiga!
esperança, lutar e coragem.
é o que me ocorre!
beijinho

hfm disse...

Esta sede de cais.

Ad astra disse...

apelo-te,

nunca mais...

digas

nunca

porque

há sempre...

mais!!!


beijo

Ruela disse...

nunca e nunca
mais...


palavras calcinadas
pelos teus olhos
rasgaram-me as pálpebras

metáforas e barro nos teus lábios
exemplos de vidas, água a gritar
bebida para bocas insatisfeitas

só exemplos
pois as lendas passam de pele em pele, ao sangue, ao suor...
escuta


derramas essas palavras
ainda sinto o sabor do teu nome
escrito no meu corpo

o meu corpo está escrito

farto

rendido

e

tu

dizes

nunca e nunca


mais




beijo. e nada mais

tufa tau disse...

suspensa por um pedaço oncilante de chão
que me quer devolver às águas turvas
ocordo e oiço o meu grito... nao!
concede-me um solo firme sem me perder nas curvas

Vanda disse...

Como a água -nunca mais- volta à nascente da fonte?...


será outra, nunca a mesma.

ivone disse...

nunca digas nunca


mais





é demais!

* hemisfério norte disse...

o
chão
das
palavras
é
o
chão
que
eu
piso

elena disse...

pisamos sempre os nomes mais desconhecidos

/t. disse...

the
young woman's
balance on that log
appears to be somewhat tenuous,
like she might end up in the lake at the next gust of wind(!)

¤ ¤ ¤

/t.

~pi disse...

ja that´s exactly it /t!!

you´ve said it... in a chirurgical precision!


thanks ~

maria m. disse...

segura por um fio
a intensidade do apelo

disse...

O equilíbrio da palavra...dá o equilíbrio...tão necessário,quando do nunca..
Nunca? e o infinito?

legivel disse...

podes não acreditar
mas caiu-me a faca da mão
que tinha acabado de cortar
uma talhada de melão,
quando li este poema.
o rasgo no teu ombro
(lamento tenho pena)
e o corte no fruto
que já não desfruto
são estranhas coincidências.
à tua palavra envio
as mais sentidas condolências.

Maria Laura disse...

Nunca mais. Demasiado definitivo. É um grito. Tão audível...

Ana Maria Costa disse...

Arrancadas da carne...ainda pulsam as palavras...


Beijo!

nana disse...

e nunca

ainda

depois






..







x

un dress disse...

tanto para dizer...

Beguinha disse...

Parar por aqui e respirar um ar feito de imagens e palavras especiais.

BIA disse...

...Uma nesga de terra nos basta para nos agarrarmos à vida...
Ainda que nuas, ainda que desgarradas da Esperança e a gritar... "nunca, nunca mais"...

Fiz um enorme esforço para te conseguir ler...

Sinto-te e abraço-te!

BIA

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