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monstro s





era uma mulher
que estranhamente vivia

em si

entrava e saía do seu ovo


ora muito feliz
ora pouco infeliz

] e não menos
es tra nha mente

este poema é só assim
assim-apenas

[ somente as sim

e

acaba mesmo subita mente
sai a mulher

acaba aqui
segura o ovo
acaba

em pi




[ foto de helmut newton


34 comentários:

lupussignatus disse...

assombrosa

a

sombra


[do olhar]



*beijo*

via disse...

viver para si, é pouco,pi mas é por vezes estimulante,bjo

João Menéres disse...

PI

Se entras assim
e assim sais
com tanta frequência
ainda tens casca?
Sim, estranha casca...
mas formosa mulher.

Um beijo.

hfm disse...

O que te dizer? que as palavras encontraram eco. E, sobretudo, que sentia a ausência delas.

heretico disse...

estranha. que (se) entranha...

beijo

Pedaços de Tempo disse...

Nesse entra e sai, ainda lá se se vai o ovo...

Sem ovo... acaba aqui (s)em pi!

Abraço e bom fim-de-semana,
CR/de

Rayuela disse...

una
mujer
entraba
y salía
iba y venía
v
o
l
a
b
(a)través
de
las
p
a
l
a
b
r
a
se
llama

pi*

besito**

Anônimo disse...

sin sentido
absurda¡¡¡

ENTREDENTES disse...

Por dentro de si
Leve de sair sem peso.

Duarte disse...

Sentires que fazem estremecer...

... em pi

Quero que sigas.

Um abraço

legivel disse...

acaba aqui?!
pode lá ser!!
volto ao início
para melhor ler

e estranhamente
o que agora li
é bem diferente
não é em fá mas sim em si

vive num ovo
que é um poema
em ponto pi
volta de novo
o teorema
o que me ri.

beijos e sorrisos.

Justine disse...

Desconcertante na sua simplicidade, este poema-ovo-mulher. Porque nada pode ser mais complicado que a mulher no seu ovo de sai-e-entra!
Abraço

Chousa da Alcandra disse...

Sair e entrar. Ora leda, ora triste.
Ir e vir
Abrir e pechar.

En ocasións mirar e non ver...
Vida!

(A image gustoume moito)

Beijos galegos

JotaSP disse...

G

osto

m
uitO
d
e

t
i

a s

s i

m|

observatory disse...

pi

piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

:)

(foi o que fez o meu ET)

Dois Rios disse...

pi a

dentro

do ovo

pi edade

para

a

mulher.


bjs,
inês

jugioli disse...

viva!!!
sempre um viva para as novas e velhas gestações.

um ovo sempre o início ou o fim


bjs

maré disse...

de circulos

redundantes

as horas
da alma

______

obrigada
e tb gosto dos videos

maria manuel disse...

só pode acabar aqui o poema da mulher que para si só vive.
gostei muito do jogo de palavras, que sempre fazes com mestria.

beijos.

O Profeta disse...

Espantosamente...espantoso...


Doce beijo

ENTREDENTES disse...

Onde de sombra

tecido de sol? - pergunto e

respondo.

Afranio do Amaral disse...

Del Diccionario de la Real Academia Espanola de la Lengua>

IMPRONTA


3. fl. [Biol]. Processo de aprendizagem que é realizado nos animais jovens durante um curto período de receptividade, do qual resulta uma forma estereotipada de reação frente a um modelo, que pode ser outro ser vivo ou um brinquedo mecânico.




Ovo

Mae

JPD disse...

Sóbrio;
Depurado;
Mágico.

Voltarei

mixtu disse...

a mulher

ovo

caim

anjo...

a mulher

mixtu disse...

inconstante...

sentir...

abrazo serrano

Ana disse...

Só assim...

mulher inteira.

Frioleiras disse...

lindo............ (julgara q tinhas parado este teu canto...............................)

Frioleiras disse...

lindo............ (julgara q tinhas parado este teu canto...............................)

Sinhã disse...

ai que riso: ovi. :-)

mixtu disse...

a mulher...
que nasce do ovo

o ovo que dá a mulher...
ou será a galinha...

o ovo...

clara... gema... a clara... a parte social da mulher
a gema... o seu "eu"... que não dá a ninguem tirando em loucas noites de amor...

ou de sexo...

mixtu disse...

obrigado pelo toque ao rafael, esse gajo... espero que esteja bem...

abrazo serrano y europeo

in_side disse...

[ histrionique-un-jour,

histrionique

tou jour s,






*

in_side disse...

em carne gelada, seca e gretada, (carne quase formolizada, a a mulher seguiu os pormenores acordados e outros de memória, e sentia com força e alegria que um homem ía chegar e de repente vestiria aquele chão deserto de folhas e de festa, e depois, sem falar, a levaria a um lugar quente onde lhe aquecesse as mãos que já não sentia e lhe visse a alma - estremeceu de imaginar ver a alma dele,

mas não, não, a mulher esperou uma hora de agonia a bater os dentes, com a mochila às costas, atada a memórias dum quarto de hotel, ali, como nua numa noite desértica, olhou suplicante os prédios, subiu a passadeira, desceu, fotografou, fotogravou, começo a raspar o canivete no pulso esquerdo, perguntou não sei quê a não sei quem, olhou, a mulher sentada lá longe, teve vontade de lá ir, quem seria, mas não, era ali, ali mesmo que tinha de ficar, as instruções eram claras e ficou uma hora e a única coisa que por fim a agasalhou

foi o caminho de retorno que empreendeu sozinha, a improvisar ondes, labirintos, não havia assim tantos ondes àquela hora, e assim o corpo secou durante dois dias, torceu-se de febre até secar por onde lhe foram dando guarida, e ela fez lhe a vontade, ao corpo, e nem um dedo levantou para evitar que o desejo - qualquer desejo que fosse, se banisse para sempre dali,

porque afinal aquilo era um engano um engano ridículo delirante e seu, apenas seu, dela, e não havia ali nenhum outro corpo, ninguém nela senão ela mesma. uma obsessão, um delírio puro, uma doença, nada, ninguém. deitou fora, um a um, da janela do comboio, tudo o que levara e não lhe pertencia,as coisas do fantasma e até um brinquedo foi, um livro de criança, e chorou, chorou até lhe sair a alma pelos olhos e deixar de sentir fosse o que fosse.

até há pouco, e assim, sempre, chorou para que aprenda a desconhecer-se naquela ela mesma, é outro agora o seu rosto, irreconhecível, deitar fora pela janela também a imbecil de si, aimensa imbecil de si. e lembrou-se de quando era muito pequena e descobrira que fazia milagres, sim, mas que ninguém via ou todos fingiam que não viam, era, era a mesma, exactamente a mesma dor, a dos que são mudos e invisíveis, invisíveis veias de sangue branco de gelo e coragem e um quase beiral de alegria, mas por fim a cedência ao pânico, tudo, tudo ridículo, como quem cai num poço e se desnuda, por força das circunstâncias, em público,

tudo por enganos de palavras, muito mais longas e opacas que o necessário, obscuras no seu poder de enganar, tudo por desamor e desassossego, tudo ao contrário do que procurava, abraço e paz, tudo castigo, talvez - de quê? de quê?

(e tudo - como lhe doía o pão seco que recheara de esperança depois da tão longuíssima espera, sentida a cada milímetro - desconfiava por vezes que ele nunca veria nela mais do que uma mulher normal, tudo ainda então a parecer-lhe inútil, tudo nela a mendigar, a implorar longos pés urgentes, sete pares, sete espantos, sete léguas de botas de esquecimento

que dói, dói pele de pé descascada, doem as palavras à boca de dizer, ai e sim, sim, ela dói-se assim, substituível, ignorável, rejeitando outros navios, consumida só por si, desconhecendo a voz dele, o rosto, ela pra ele transparente, apanhar os cartões espalhados a rolar no comboio de regresso misturados com lágrimas, o ar compadecido e atarantado do revisor a tentar ajudar, a falta do bilhete, e ainda, e ainda, o habitual fio de sangue a persistir ridículo, o ridículo fiozinho - ninguém morre dum fiozinho de sangue pela boca, diz de si para si, ela,

((agora, que já quase ninguém morre sequer em veneza nem de tuberculose, nem de amor,

repete

Ad astra disse...

P r I moroso!

assim so!

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